Prednisona
Prednisona — 20mg
Espécies: Cães e Gatos
- Apresentação
- comprimido
- Concentração
- 20mg
- Fabricante
- Genérico
- Categoria
- Anti-inflamatório
Descrição
Alergias, choque, imunossupresão, endocrinopatias (por exemplo: hipocortisolismo), doenças osteoarticulares, dermatopatias, oftalmopatias (exceto úlceras de córnea), broncopatias e pacientes portadores de neoplasias.
Classe terapêutica: Anti-inflamatório Esteroidal
Mecanismo de ação: Os glicocorticóides podem ter atuação genômica ou não genômica. Os efeitos genômicos se dá através da interação com receptores citoplasmáticos de glicocorticóide (GR) que apresentam duas variantes principais, alfa (GRα) e beta (GRβ), sendo que a GRα está envolvida na maioria das ações dos corticosteróides. A variante GRβ não se liga diretamente aos hormônios, mas tem um efeito inibitório sobre o GRα, podendo estar relacionada à resistência aos glicocorticóides e às doenças autoimunes e inflamatórias. Esses receptores são encontrados em virtualmente todos os tecidos. (SPINOSA, 2017) A prednispna é um esteróide de ação intermediária que age de forma a inibir a cascata do ácido araquidônico através do bloqueio de enzimas como a fosfolipase A2 e posteriormente as ciclooxigenases, dessa maneira, inibindo produtos da cascata inflamatória. Possui uma meia-vida de 12-36 horas e a principal via de biotransformação é a hepática pois quando transformados em compostos hidrossolúveis são excretados pelo rim e uma parte dos metabólitos ativos são excretados por via biliar. Locais extra-hepáticos também podem biotransformar os esteroides, como o tecido renal. Considerações laboratoriais O uso de glicocoirticoides pode causar aumento nas contagens de neutrófilos, eritrócitos, monócitos, plaquetas, além de aumentar também níveis de glicose, fosfatase alcalina e colesterol. Ainda pode causar alterações como a diminuição de eosinófilos (mais comum em cães), linfócitos e nitrogênio
Posologia
| Espécie | Dose | Via | Frequência |
|---|---|---|---|
| Cães, Gatos | 0,5 - 1 mg / kg | IM, Oral | Conforme prescrição do médico-veterinário |
Indicações
- Alergias, choque, imunossupresão, endocrinopatias (por exemplo: hipocortisolismo), doenças osteoarticulares, dermatopatias, oftalmopatias (exceto úlceras de córnea), broncopatias e pacientes portadores de neoplasias.
Contraindicações
- Não utilizar em gestantes, animais em crescimento e ou portadores de trombocitopenia idiopática, mucosas profundas e processos cicatriciais, sobretudo os que envolvem córnea e ossos. Atentar-se também para: pacientes nefropatas, hepatopatas, felinos e endocrinopatas (por exemplo: hipercortisolismo e diabetes)
Efeitos colaterais
- A retirada abrupta do tratamento com glicocorticóides pode ocasionar efeitos como febre, mialgia e artralgia, podendo ser confundidos com a exacerbação dos sintomas prévios da doença tratada (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Os glicocorticóides causam diversos efeitos adversos, que podem porém, ser controlados com o ajuste adequado da dose durante o tratamento. Dentre eles estão: Distúrbios eletrolíticos como retenção de sódio e edema (poliúria), excreção aumentada de potássio (polidipsia), excreção aumentada de cálcio (polifagia), náuseas, crises eméticas, úlcera péptica, esofagite, pancreatite, hipercortisolismo, insuficiência adrenal secundária, diabete melito, hipertensão arterial, tromboembolismo, glaucoma, fraqueza muscular, fraturas ósseas, necrose asséptica da cabeça do fêmur, neutrofilia, eosinopenia, linfopenia, monocitopenia e púrpuras (ROCHA e JOAQUIM, 2012). Como os glicocorticóides dificultam a deposição de fibrina e a proliferação de fibroblastos acabam por retardar o processo de cicatrização (MACEDO e OLIVEIRA, 2010).
Interações medicamentosas
- Anticoagulantes
- Barbitúricos
- Efedrina
- Fenitoína
- Rifampicina
- Salicilatos
Conservação: Receita: Receita Simples