Mectimax®
Ivermectina — 3mg
Espécies: Cães e Gatos
- Apresentação
- comprimido
- Concentração
- 3mg
- Fabricante
- Agener União
- Categoria
- Antiparasitário
Descrição
Tratamento de infestações por helmintos (Ancylostoma
Classe terapêutica: Endectoparasiticida
Mecanismo de ação: A Ivermectina atua como agonista do ácido gama-aminobutírico do tipo A (GABAA), estimulando a liberação pré- sináptica deste neurotransmissor, bloqueando assim, a estimulação pós-sináptica no neurônio dos nematódeos ou na fibra muscular dos artrópodes. Esta ação resulta na paralisia motora do tipo flácida e consequentemente na morte do parasita. Os receptores para o GABAA estão presentes no sistema nervoso central (SNC) dos mamíferos, entretanto, o que impede a ligação das lactonas macrocíclicas nestes animais é a barreira hematoencefálica, através do funcionamento da glicoproteína P.
Posologia
| Espécie | Dose | Via | Frequência |
|---|---|---|---|
| Cães, Gatos | 0,6 mg / kg | Oral | Estudos de segurança com as posologias mencionadas abaixo, não implicaram em efeitos adversos e, portanto, podem ser utilizadas de acordo com a gravidade do quadro e a remissão dos sintomas, a critéri |
Indicações
- Tratamento de infestações por helmintos (Ancylostoma
- caninum, Toxocara canis, Trichuris vulpis, Dypilidium caninum), carrapatos (Rhipicephalus sanguineus), sarna demodécica (Demodex canis), sarna sarcóptica (Sarcoptes scabei) e sarna otodécica (Otodectes cynotis) em cães. Em gatos, o produto é indicado no tratamento da sarna otodécica (Otodectes cynotis).
Contraindicações
- Não utilizar medicamentos com o prazo de validade vencido.
- Não utilizar em animais que apresentem hipersensibilidade a qualquer um dos componentes do produto.
- Em animais com mutações genéticas no gene MDR1, que é o responsável pela metabolização de fármacos dependentes da glicoproteína P, poderá haver ineficiência de proteção à barreira hematoencefálica e, consequentemente, no caso das lactonas macrocíclicas como a ivermectina, haverá ligação ao GABAA e acúmulo do fármaco no sistema nervoso central (SNC), expondo o paciente a um alto risco de eventos adversos neurológicos. Dessa forma, em raças que apresentam alta incidência desta mutação, a ivermectina é potencialmente tóxica, e não deve ser utilizada.
- As raças que possuem o uso contraindicado são: Collie, Pastor de Shetland, Border Collie, Sheepdog Inglês, Pastor Australiano, Pastor Australiano Miniatura, Pastor Alemão, Pastor Branco Suíço Whippet, Wäller e nos cruzamentos destas raças.
- O uso requer cautela em cães das raças Bearded Collie, Pastor da Anatólia, Galgo Inglês (Greyhound), Pastor Belga,Tervueren, Kelpie Australiano, Borzoi, Boiadeiro Australiano (Blue heeler/ Red heeler), Samoyeda, Silken Windhound, McNab, West Highland White Terrier e nos seus cruzamentos, já que também estão descritas como sensíveis ao fármaco.
- Embora de ocorrência rara, pode haver sensibilidade individual às lactonas macrocíclicas em raças de cães e seus cruzamentos não descritos anteriormente.
- Como as Ivermectinas são substâncias lipofílicas, recomenda-se cautela também no uso em pacientes com sobrepeso.
Efeitos colaterais
- Os efeitos adversos relacionados às lactonas macrocíclicas, como Ivermectina, são similares em cães, e geralmente estão relacionados ao sistema nervoso central.
- Os seguintes efeitos adversos podem ser observados: desorientação, incoordenação, ataxia, tremores, convulsões, sialorreia, sonolência, depressão e/ou letargia, paralisia, alterações comportamentais, midríase, ausência de reflexos pupilares, cegueira, choque, coma e morte.
- Embora incomum, vômito, diarreia e anorexia também já foram descritos como eventos adversos relacionados a esta classe farmacêutica.
Conservação: Receita: Receita Simples
Registro: SP 000292-5.000038