Ketamina Agener 10%
Cloridrato de Cetamina — 10%
Espécies: Cães e Gatos
- Apresentação
- frasco-ampola
- Concentração
- 10%
- Fabricante
- Agener União
- Categoria
- Anestésico
Descrição
Agente anestésico dissociativo para intervenções cirúrgicas, contenções químicas e indução anestésica em cães e gatos.
Classe terapêutica: Anestésico Dissociativo
Mecanismo de ação: O cloridrato de cetamina é um agente anestésico dissociativo do grupo das fenciclidinas. Devido às caracteristicas do fármaco descritas abaixo, de modo geral, não se recomenda o uso do produto isoladamente, mas em associação com analgésicos opióides, alfa-2-agonistas, benzodiazepínicos e/ou fenotiazínicos, a critério do Médico Veterinário. A narcoanalgesia após a administração do cloridrato de cetamina apresenta as seguintes características: - analgesia superficial imediata, logo após a administração. - catalepsia com manutenção do tônus muscular, dos reflexos ocular, laringofaríngeo e da deglutição, podendo ocorrer hipertonicidade não relacionada à dor. - estado anestésico dissociativo, sem depressão bulbar, com hipersialorréia, manutenção de olhos abertos e ocorrência de midríase. - despertar com possibilidade de alucinações, dependendo dos estímulos externos e da associação de outros fármacos ao protocolo anestésico. - efeito depressivo improvável, salvo se ocorrer potencialização mais acentuada devido à pré-medicação. no sistema cardiorrespiratório os efeitos esperados são: taquicardia, aumento da pressão arterial, aceleração do fluxo sanguíneo e ligeira vasodilatação periférica, respiração lenta e compassada, diminuição da amplitude respiratória, broncodilatação.
Posologia
| Espécie | Dose | Via | Frequência |
|---|---|---|---|
| Cães, Gatos | Ketamina Agener 10% - Cães e Gatos | IM, IV | Conforme prescrição do médico-veterinário |
Indicações
- Agente anestésico dissociativo para intervenções cirúrgicas, contenções químicas e indução anestésica em cães e gatos.
Contraindicações
- Em animais com hipertermia maligna, doença cardíaca grave, hipertensão aterial sistêmica e em doenças em que o sistema nervoso simpático esteja estimulado, como no hipertireoidismo. Nos quadros de traumatismo craniano ou associados ao aumento da pressão intracraniana. Não se recomenda a administração de cloridrato de cetamina em animais que apresentam glaucoma, úlcera de córnea e descemetocele, pois pode causar aumento da pressão intra-ocular. Embora não seja comprovado que o cloridrato de cetamina diminua o limiar convulsivo, recomenda-se que o seu uso seja contra-indicado ou realizado de forma cautelosa em animais epilépticos ou que serão submetidos a mielografia. Utilizar com cautela em animais hepatopatas e nefropatas. Não utilizar em animais que tenham apresentado qualquer reação de hipersensibilidade prévia ao cloridrato de cetamina ou a algum agente do grupo das fenciclidinas.
Efeitos colaterais
- Os efeitos colaterais observados são mais evidentes quando o cloridrato de cetamina é utilizado em altas doses ou seu uso não é associado ao de outros fármacos, como os opióides, relaxantes musculares de ação central, benzodiazepínicos ou fenotiazínicos. Dentre os efeitos que podem ser observados, destaca-se a hipersalivação e aumento da produção das secreções traqueobrônquicas, o que pode ser minimizado com a administração de agentes anticolinérgicos, como o sulfato de atropina ou escopolamina; o aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial; o aumento da pressão intracraniana e intra-ocular; a hipertonicidade muscular com movimentos involuntários; a ocorrência de alucinações com vocalização, não necessariamente associadas aos estímulos dolorosos; a excitação; o aumento da temperatura corpórea e a ocorrência de depressão respiratória. Nesse último caso, os animais devem ser preferencialmente submetidos a procedimentos de respiração assistida. Para os quadros em que se observa excitação intensa durante a recuperação, recomenda-se o uso de barbitúricos de ação curta ou ultra-curta, a critério e aplicação do Médico Veterinário.
- Monitoramento
- A monitorização da função cardiovascular e respiratória devem ser realizadas em qualquer animal submetido a procedimento anestésico.
Conservação: Receita: Controle Especial - Veterinário