Clindamicina

Clindamicina — 150mg/mL

Espécies: Cães e Gatos

Apresentação
solução injetável
Concentração
150mg/mL
Fabricante
Genérico
Categoria
Antibiótico

Descrição

É utilizada como alternativas ao uso das penicilinas, quando há possibilidade de hipersensibilidade a ela. Em cães é usada no tratamento de osteomielite, piodermites, doenças periodontais e infecções profundas de tecidos moles causadas por bactérias gram-positivas, além do tratamento de toxoplasmose e neospora caninum (ANDRADE & GIUFFRIDA, 2008).

Classe terapêutica: Antibacteriano

Mecanismo de ação: As lincosamidas inibem a síntese proteica da célula bacteriana ao se ligar na subunidade 50 S do ribossomo, sendo um antibiótico bacteriostático que pode ser bactericida em altas concentrações, sabendo que ação bactericida é tempo ­dependente. A resistência bacteriana ocorre devido à metilação de resíduos de adenina no RNA 23 S da subunidade 50 S do ribossomo (a subunidade 50 S do ribossomo é constituída de proteínas e dos RNA 5 S e 23 S), impedindo a ligação do antibiótico ao sítio de ação. As lincosamidas são antibióticos de caráter básico, com valores de pKa em torno de 7,6; são bastante lipossolúveis e, consequentemente, apresentam grande volume de distribuição (Vd entre 1 e 1,4 l /kg), com absorção oral da clindamicina em torno de 90%, sofrem biotransformação hepática, sendo a bile a principal via de eliminação; cerca de 20% são eliminados de forma intacta pela urina. A grande ligação com proteínas plasmáticas e a eliminação relativamente rápida impedem que esses antibióticos alcancem concentrações terapêuticas no líquido cerebrospinal, com excelente penetração nos ossos e nos tecidos moles, incluindo tendões.

Posologia

EspécieDoseViaFrequência
Cães, Gatos11 mg / kgIM, OralConforme prescrição do médico-veterinário

Indicações

  • É utilizada como alternativas ao uso das penicilinas, quando há possibilidade de hipersensibilidade a ela. Em cães é usada no tratamento de osteomielite, piodermites, doenças periodontais e infecções profundas de tecidos moles causadas por bactérias gram-positivas, além do tratamento de toxoplasmose e neospora caninum (ANDRADE & GIUFFRIDA, 2008).

Contraindicações

  • É contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo, além de nefropatas, hepatopatas, risco de esofagite quando administrado sem água por via oral, sempre administre com alimento.

Efeitos colaterais

  • Em cães e gatos, as lincosamidas são pouco tóxicas, ocorrendo raramente êmese e diarreia.

Interações medicamentosas

  • Besilato de Atracúrio
  • Eritromicina
  • Hidróxido de Alumínio

Conservação: Receita: Controle Especial - Humano

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