Cetamina
Cetamina — 10%
Espécies: Cães e Gatos
- Apresentação
- frasco-ampola
- Concentração
- 10%
- Fabricante
- Genérico
- Categoria
- Anestésico
Descrição
A anestesia dissociativa pode ser empregada na contenção química, na indução da anestesia e na manutenção da anestesia, desde que devidamente associada a outros agentes que possam atenuar seus efeitos excitatórios (FANTONI & CORTOPASSI, 2008).
Classe terapêutica: Anestésico Dissociativo
Mecanismo de ação: A cetamina inibe o GABA e pode bloquear a serotonina, norepinefrina e dopamina, além do antagonismo não competitivo dos receptores do tipo NMDA no sistema nervoso central. O sistema talamoneocortical está deprimido enquanto o sistema límbico é ativado. Induz estágios anestésicos I e II, mas não estágio III. Diminui ou altera a resposta do sistema nervoso central (SNC) a impulsos sensitivos sem bloquear o tronco cerebral e as vias medulares. Ocorre depressão no tálamo, centros dolorosos e, muito pouco, no sistema reticular mesencefálico. No entanto, em áreas subcorticais e no hipocampo, causa ativação. A ação anestésica da cetamina requer a presença de córtex cerebral funcional, sendo incapaz de induzir a anestesia em casos de lesão maciça do neocórtex, doenças corticais prévias ou hidrocefalia adiantada. A analgesia causada pela cetamina é atribuída ao bloqueio da condução de impulsos dolorosos ao tálamo e áreas corticais. A cetamina causa depressão dose dependente do sistema respiratório. Pode aumentar a PaCO2 e diminuir o pH e a PaO2, evidenciando a depressão. Diminui a frequência respiratória e o volume minuto, tornando a respiração arrítmica, caracterizada como apnêustica, nesta situação, o animal faz uma pausa na inspiração e expirar rapidamente. Após a injeção IM em felinos, os níveis máximos ocorrem em aproximadamente 10 minutos. A cetamina é distribuída em todos os tecidos do corpo rapidamente, com níveis mais altos encontrados no cérebro, fígado, pulmão e gordura. A
Posologia
| Espécie | Dose | Via | Frequência |
|---|---|---|---|
| Cães, Gatos | 2 - 5 mg / kg | IM, IV | Conforme prescrição do médico-veterinário |
Indicações
- A anestesia dissociativa pode ser empregada na contenção química, na indução da anestesia e na manutenção da anestesia, desde que devidamente associada a outros agentes que possam atenuar seus efeitos excitatórios (FANTONI & CORTOPASSI, 2008).
Contraindicações
- Os agentes dissociativos devem ser evitados nos traumas cranianos, pois aumentam a pressão intracraniana. Pelo efeito simpatomimético, os dissociativos têm a tendência de causar hipertensão arterial e taquicardia, fatores que aumentam o consumo de oxigênio pelo miocárdio, por isso devem ser evitados em portadores de doenças cardíacas isquêmicas e em taquiarritmias.
Efeitos colaterais
- Dentre os efeitos que podem ser observados, destaca-se a hipersalivação e aumento da produção das secreções traqueobrônquicas, aumento da pressão intracraniana e intra-ocular; a hipertonicidade muscular com movimentos involuntários; a ocorrência de alucinações com vocalização, não necessariamente associadas aos estímulos dolorosos; a excitação; o aumento da temperatura corpórea e a ocorrência de depressão respiratória.
Interações medicamentosas
- Barbitúricos
- Tubocurarina
Conservação: Receita: Controle Especial - Humano