Carboplatina
Carboplatina — 450mg
Espécies: Cães e Gatos
- Apresentação
- solução injetável
- Concentração
- 450mg
- Fabricante
- Genérico
- Categoria
- Medicamento
Descrição
É usada no tratamento de osteossarcomas, linfomas caninos e alguns carcinomas.
Classe terapêutica: Antineoplásico
Mecanismo de ação: A carboplatina é um composto de platina que se liga ao DNA das células cancerígenas, formando ligações cruzadas. Essas ligações interferem com a capacidade do DNA de se desenrolar e se replicar, levando à inibição do crescimento celular e, eventualmente, à morte das células cancerígenas. A formação das ligações cruzadas entre o DNA e a carboplatina é considerada o mecanismo principal de ação antitumoral do medicamento. Essas ligações cruzadas podem ocorrer tanto entre os filamentos de DNA dentro da mesma hélice (ligações intrafilamentares) quanto entre os filamentos de DNA em hélices diferentes (ligações interfilamentares). Além disso, a carboplatina pode induzir danos adicionais às células cancerígenas por meio da geração de espécies reativas de oxigênio (ROS). Essas espécies reativas podem causar danos oxidativos nas células, levando a danos adicionais no DNA e outros componentes celulares. Após a administração da carboplatina por via intravenosa, ela é rapidamente distribuída no organismo. A carboplatina se liga a proteínas plasmáticas em uma proporção relativamente alta, o que pode afetar sua distribuição nos tecidos. A carboplatina é eliminada principalmente por excreção renal. Aproximadamente 50% a 70% da dose administrada é excretada inalterada na urina. A excreção fecal contribui apenas de forma limitada para a eliminação da carboplatina. A meia-vida de eliminação da carboplatina pode variar entre as espécies animais. Em cães, a meia-vida plasmática da carboplatina é
Posologia
| Espécie | Dose | Via | Frequência |
|---|---|---|---|
| Cães | 300 mg / m² | IV | Conforme prescrição do médico-veterinário |
Indicações
- É usada no tratamento de osteossarcomas, linfomas caninos e alguns carcinomas.
Contraindicações
- Não deve ser usada por pacientes hemopatas, hepatopatas, mielodepressão grave, presença de hemorragias, infecção ativa ou a pacientes com hipersensibilidade à carboplatina ou a outros compostos contendo platina.
Efeitos colaterais
- A carboplatina é menos tóxica que a cisplatina, induz menos vômito, neurotoxicidade e nefrotoxicidade.
Interações medicamentosas
- Aminoglicosídeos
Conservação: Receita: Restrito a Hospitais