Anfotericina B
Anfotericina B — 50mg
Espécies: Cães e Gatos
- Apresentação
- frasco-ampola
- Concentração
- 50mg
- Fabricante
- Genérico
- Categoria
- Antibiótico
Descrição
A anfotericina B é um antibiótico poliênico heptaeno obtido de culturas de Streptomyces nodosus. A anfotericina B está indicada no tratamento de infecções fúngicas sistémicas, principalmente nas de rápida progressão. É ativa diante de Histoplasma capsulatum, Coccidioides immitis, Blastomyces dermatidis, Cryptococcus neoformans, Cândida albicans, Sporothríx schenckii, Aspergilus, Penicillium, Mucor, Rhizopus, Rhodotorulla, Mycrosporum, Trychophytom, Madurella e Leptosphaería (FARIAS & GIUFFRIDA, 2008). A associação do cetoconazol com a anfotericina B é recomendada para o tratamento das micoses profundas, já que, combinada com a terapia, a anfotericina B proporciona eficácia imediata e o cetoconaxol, longa duração da terapia antimicótica. Neste caso, a dose acumulada da anfotericina B é reduzida, o que minimiza seu risco de toxicidade (VIEIRA & PINHEIRO, 2004).
Classe terapêutica: Antifúngico
Mecanismo de ação: A Anfotericina B é um antifúngico utilizado em medicina veterinária para o tratamento de infecções fúngicas graves, especialmente aquelas causadas por fungos do gênero Candida, Aspergillus e Cryptococcus. A sua farmacodinâmica em medicina veterinária está relacionada ao seu mecanismo de ação antifúngica. A Anfotericina B pertence à classe dos polienos e atua ligando-se aos esteróis presentes na membrana celular dos fungos, principalmente ao ergosterol, causando danos à integridade e permeabilidade da membrana. Isso resulta na formação de poros na membrana fúngica, levando à perda de componentes essenciais para a sobrevivência do fungo, como íons, nutrientes e metabólitos. Esse efeito prejudica a viabilidade e o crescimento do fungo, resultando na sua morte. É importante destacar que a Anfotericina B pode ser tóxica para as células hospedeiras, incluindo as células dos animais. Portanto, é administrada de forma cautelosa, com monitoramento rigoroso da função renal e de outros parâmetros clínicos. Além disso, é necessário ajustar a dose de acordo com a espécie animal, a gravidade da infecção fúngica e outras condições médicas específicas do animal. Administração: A Anfotericina B é frequentemente administrada por via intravenosa em medicina veterinária, embora também possa ser administrada por outras vias, como tópica ou intratecal, dependendo da indicação clínica. Distribuição: Após a administração intravenosa, a Anfotericina B se distribui amplamente pelos tecidos do corpo, i
Posologia
| Espécie | Dose | Via | Frequência |
|---|---|---|---|
| Cães, Gatos | 0,25 - 0,5 mg / kg | IV, Intratecal, Tópica | Conforme prescrição do médico-veterinário |
Indicações
- A anfotericina B é um antibiótico poliênico heptaeno obtido de culturas de Streptomyces nodosus. A anfotericina B está indicada no tratamento de infecções fúngicas sistémicas, principalmente nas de rápida progressão. É ativa diante de Histoplasma capsulatum, Coccidioides immitis, Blastomyces dermatidis, Cryptococcus neoformans, Cândida albicans, Sporothríx schenckii, Aspergilus, Penicillium, Mucor, Rhizopus, Rhodotorulla, Mycrosporum, Trychophytom, Madurella e Leptosphaería (FARIAS & GIUFFRIDA, 2008). A associação do cetoconazol com a anfotericina B é recomendada para o tratamento das micoses profundas, já que, combinada com a terapia, a anfotericina B proporciona eficácia imediata e o cetoconaxol, longa duração da terapia antimicótica. Neste caso, a dose acumulada da anfotericina B é reduzida, o que minimiza seu risco de toxicidade (VIEIRA & PINHEIRO, 2004).
Contraindicações
- A anfotericina B é contraindicada em pacientes com insuficiência renal, com distúrbios eletrolíticos, discrasias sanguíneas ou que apresentam hipersensibilidade ao princípio ativo. O uso em pacientes diabéticos deve ser cauteloso, pois para a administração IV, dilui-se a anfotericina B em soro glicosado. Atenção para pacientes com hipersensibilidade a algum componente da apresentação
Efeitos colaterais
- Nefrotoxicidade: a anfotericina B provoca vasoconstrição renal, levando à azotemia, à acidose tubular renal, à hipocalemia, à calcinose renal, à cilindraria e à proteinúria. Anemia arregenerativa pode ocorrer durante a diminuição da produção de eritropoietina pelos rins. Tromboflebites: ação irritativa. Elevação de transaminases hepáticas. Cardiotoxicidade: ligação às células do miocárdio, causando distúrbios na condução dos impulsos e miocardite. Pirexia. Hipotensão. Náusea e vómitos (COSTA & GÓRNIAK, 2006; FARIAS & GIUFFRIDA, 2008).
Interações medicamentosas
- Ciclosporina
Conservação: Receita: Controle Especial - Humano